A forma com que paisagem e ambiente
são construídos ao longo
do tempo definem o cenário e
o palco da vida humana. Cada interferência
do homem sobre seu meio transforma a
paisagem, seja ela natural ou construída.
A inserção de qualquer
elemento arquitetônico ou estrutura
sobre a cidade é uma interferência
paisagística, mesmo assim o tratamento
da paisagem, ou paisagismo, está
associado apenas à jardinagem.
Consideramos jardinagem o plantio de
vegetação como forma de
complementação das edificações.
Nestes casos a vegetação
inserida não altera a estrutura
arquitetônica dos ambientes. A
vegetação usada é
de pequeno porte e serve como uma ornamentação
e não como elemento arquitetônico.
Para nós a arquitetura paisagística
promove intervenções nos
espaços externos que transformam
ou estruturam a configuração
dos ambientes.
Podem ser trabalhados elementos arquitetônicos
construídos como painéis,
muros, tótens, esculturas, espelhos
d´água, desenhos de piso,
decks em madeira, pergolados e ainda
a vegetação com portes
variados e a iluminação,
criando diferentes sensações
e ambiências.
A partir de um projeto de arquitetura
paisagística um espaço
pode ser totalmente transformado, mesmo
que já existam elementos fortes.
Em um jardim podemos trabalhar com
todos os sentidos. O perfume e a cor
das flores, a forma das árvores,
a textura dos troncos e das folhas e
o canto dos pássaros e o barulho
da água podem estar presentes,
induzindo sensações distintas.
Quando projetamos jardins – diferente
do que quando projetamos edificações
– temos a possibilidade de usar
a natureza como aliada.
A percepção do espaço
também pode ser trabalhada em
diversas escalas, desde a impressão
que se pode ter do jardim como um todo,
até a visão de um pássaro
ou de uma flor. |